quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Tarde demais? Não para o CO-ED

K-pop tem sido assim : você pisca e um novo grupo surge.
Às vezes dá até preguiça de acompanhar. É um mercado saturado e difícil achar algo que realmente se destaque. Muitas vezes você precisa estabelecer padrões pra não aceitar tudo que aparece por aí e saber o que realmente vale à pena acompanhar. Muitas vezes já espero com um pé atrás por um grupo, pra não me decepcionar depois. Então o que eu quero dizer é que é difícil eu me empolgar com um grupo. Dito isso, quero deixar registrado o quanto eu a-d-o-r-e-i o CO-ED, grupo misto com 10 membros da Core Contents Media. Na última quinta-feira o grupo lançou o Music Video do seu primeiro single, "Too Late".

Too Late (Legendas em Inglês)

Pelo MV percebe-se que a música é realmente cativante, assim como a coreografia e a dinâmica do grupo. Mas um MV bem-produzido e uma música gravada em estúdio são pouco para determinar se um grupo vale mesmo a pena. Por isso que esperei para ver a primeira performance do grupo, que fez a sua estreia no programa M!Countdown, do canal Mnet:


Bom, agora posso dizer que estou oficialmente torcendo pelo CO-ED. A primeira performance do grupo transparece confiança tanto na dança quanto nos vocais (detalhe: na Coreia artistas procuram sempre cantar ao vivo, a não ser que queiram ser massacrados pela crítica).

Há quem diga que a música não é nada original. Mas oi, isso é k-pop. O paraíso do autotune, das acusações de plágio e dos plágios propriamente ditos. Até agora, esta é uma das músicas que mais me chamaram a atenção em 2010, ao lado de Better Together, do Se7en, Lucifer do SHINee, entre outras. Bom, meu gosto pessoal não vai muito de encontro com o do público geral da Coreia, fazer o quê? #teamco-ed até o fim (ou até o lançamento do 1º álbum do grupo, "Bbiribbo Bbaeribo", no dia 22 de outubro. Vai que eles me decepcionam =/)

Neste fim-de-semana o CO-ED estreia nos outros três importantes programas musicais da Coreia: Music Bank, Music Core (sábado) e SBS Inkigayo (domingo). Só pelo Youtube já vejo comentários óbvios sobre como há tantos membros no palco, como alguns não têm destaque e receberam poucos versos pra cantar. Como fã do Super Junior, que tem entre 10 e 14 membros, (dependendo do jeito que você vê a situação do grupo, há quem diga que são 15), estou acostumada a isso e só digo que um grupo de ídolos vai além do que está no palco. Se a agência soube investir bem nos integrantes, além de cantores e dançarinos, vai ter apresentadores de TV, de rádio, humoristas e atores. Ainda é muito cedo para fazer previsões. Pode ser que o CO-ED seja um flop também. Mas eu já disse e repito que foi um dos poucos debuts que animaram em 2010.

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Ficha Técnica:
Nam Nyuh Kong Hak (CO-ED)

Membros:
Lee Soomi, 21 anos (líder)
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Woo TaeWoon, 20 anos
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Kim JungWoo (YooSung), 20 anos
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Lee KwangHeng, 20 anos
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Park Yongsoo (KangHo), 19 anos
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Heo ChanMi, 18 anos
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Kang InHo (NooRi), 17 anos
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Ryu HyoYoung, 17 anos
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Choi SungMin, 15 anos
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Jin HyeWon, 15 anos
Álbuns:
CO-ED SCHOOL - The First Mini-Album
Quem tiver interesse em ouvir o 1º mini-álbum do CO-ED, pode baixar AQUI.
Tracklist:
Too Late - Part 1
Too Late - Part 2
Too Late - Remix (recomendo, hein?)

Para mais informações sobre o CO-ED, eu sugiro o Core Clique, fórum internacional dedicado ao grupo (em inglês).

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

A Bonamana de Lucifer NU ABO: Run, Devil, Run!

*este post não foi patrocinado pela SM Entertainment.

Por questões de estilo e gosto pessoal (algo que muitos fãs de kpop parecem não conhecer), entre as principais agências de entretenimento da Coreia do Sul, eu prefiro a SM Entertainment, responsável pelas carreiras de grupos como o DBSK, Super Junior, SNSD, SHINee, f(x) e da cantora BoA, entre outros.

A mágica da SM Entertainment: fazer músicas chiclete, com um refrões fáceis, repetitivos e uma batida marcante. Always gets me~ E pra provar que eu não tô inventando, te desafio a ver e ouvir as músicas a seguir e não ficar com os refrões, o ritmo ou alguma parte da coreografia na cabeça:

SNSD - Run, Devil, Run
Depois de dizerem "Oppa, Oppa, I'll go down, down, down" (triste isso) e chegarem ao topo dos rankings musicais da Coreia do Sul, as meninas do SNSD (SoNyeo ShiDae - Girls' Generation, ou só Soshi) apostaram em um conceito mais sexy e maduro para o segundo single de 2010. Em março, o Black Soshi chegou com Run, Devil, Run (versão da música de Ke$ha). Gosto da música não só pelo ritmo, mas por ter explorado um lado do SNSD que não lembra em nada Gee e Oh!


Super Junior - 미인아 (Bonamana)
(Leeteuk, Heechul, Yesung, ShinDong, Sungmin, Eunhyuk, Donghae, Siwon, Ryeowook e Kyuhyun)

O Super Junior já teve 13 membros, mas apenas (!!!) dez participaram da promoção do 4º álbum da carreira do grupo Miinah (Bonamana). Caracterizada pelo autotune, o uso de sintetizadores, as batidas e sons repetitivos, Bonamana aposta na fórmula de Sorry, Sorry (música que foi responsável pela explosão da popularidade do grupo em 2009). Esta fórmula foi batizada pela SM de SJ Funky. Todos estes elementos misturados acabam viciando quem ouve.
Vai dizer que você não balançou os ombrinhos?


f(x) - NU ABO
Elas estrearam em setembro de 2009 com o single LA chA TA e neste ano lançaram o seu primeiro álbum, NU ABO. A faixa-título explora as diferenças entre os tipos sanguíneos (ABO), que para os coreanos determinam a personalidade de uma pessoa. E com NU ABO, o f(x) que é formado por Victoria, Amber, Luna, Krystal e Sulli querem mostrar que são o novo sangue da cena pop sul-coreana. Gosto do ritmo e da coreografia deste single. E confesso que comprei o álbum, principalmente por causa do visual hipster.


SHINee - Lucifer
De longe a minha preferida deste. Em agosto deste ano, quase um ano depois de estourar com o single Ring Ding Dong, o SHINee voltou com uma imagem mais madura e uma música controversa como faixa-título do seu segundo álbum. Como se percebe, a faixa dançante também não foge à regra das outras músicas postadas aqui, com o uso de sintetizadores e a exploração da repetição de sílabas e batidas. Na minha opinião, é um dos hits mais bem produzidos de 2010.

BoA - Hurricane Venus
As expectativas em 2010 estavam sobre o retorno dos artistas solo.
Rain e Lee Hyori deixaram a desejar. As atenções então se viraram para BoA e Se7en (YG Entertainment), que não decepcionaram. Depois de consolidar sua carreira no Japão e de uma estreia satisfatória nos EUA, BoA retornou ao seu país para comemorar 10 anos de carreira com um novo álbum - o sexto da sua carreira.
Com "Hurricane Venus", BoA exibiu suas habilidades no vocal e na dança e arrebatou vários prêmios nos programas musicais semanais da Coreia do Sul.


As canções NU ABO, LUCIFER e BONAMANA são composições de Yoo Youngjin, aka um dos autores/compositores mais famosos e bem-sucedidos na Coreia. Grande parte das canções que ele compôs/escreveu chegaram ao topo dos rankings musicais, mantendo os artistas da SM Entertainment sob os holofotes e fazendo o dinheiro entrar no bolso da agência. E acredite, estamos falando de MUITO dinheiro.

Bem, este post foi só uma introdução do que o K-pop pode oferecer pra gente. E como existe vida fora da SM Town, nos próximos posts vou explorar este mundo tão vasto que é o Kpop.

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P.S: Hoje o SHINee revelou o teaser do próximo single do grupo, Hello.
Não gostei muito. Parece que eles estão tentando se redimir por Lucifer :(

Além do SHINee, outras boybands coreanas vão voltar a promover em outubro. Uma delas é o B2ST (BEAST), que lançou hoje o MV de Breath (SOOM), música de trabalho do álbum "Mastermind". O B2ST é um grupo da Cube Entertainment.

Por enquanto sou #teamBEAST.
Ainda estou à espera do que o 2PM (JYP Entertainment) pode trazer pra gente.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

A melhor música de Lady Gaga

Dance in the dark é a quinta faixa do álbum mais recente da cantora, Fame Monster. Eu poderia enumerar como qualidades dessa música a batida, o tecladão oitentista ou, ainda, vocal contundente. Mas, não. Autora de excelentes hits despretensiosos e altamente comerciais, Gaga pela primeira vez mostrou a Stefani Germanotta que reside (ou residiu) dentro dela. Cantem comigo: “She's a mess / She's a mess / She's a mess / Now, the girl is stressed.”

Em julho, chegaram a divulgar Dance in the dark como a próxima música de trabalho de Lady Gaga. Mas pelo visto, ela já está bem engajada no próximo álbum e é provável que a ideia fique na geladeira. Então, o jeito é usar áudio + imaginação. Ouçam aí:


"Marilyn [1], Judy [2], Sylvia [3], digam-me como se sentem garotas

(…)

Encontre sua liberdade na música

Encontre seu Jesus, encontre seu cupido

(…)

Diana [4], você estará em nossos corações

Nunca a deixaremos!

Juntas, iremos dançar na escuridão."


[1] Marilyn Monroe – no auge, a diva que ingeriu remédios até morrer;

[2] Judy Garland – atriz que interpretou Dorothy Gale em O Mágico de Oz e morreu de uma overdose acidental de drogas, aos 47 anos.

[3] Sylvia Plath – escritora estadunidense de renome. Depressiva, suicidou-se com a cabeça no forno enquanto suas crianças estavam trancadas no quarto.

[4] Princesa Diana - morreu em um trágico acidente em Mônaco, ao ser perseguida por um pa-paparazzo. Aliás, no último dia 31 foi aniversário de 13 anos de sua morte.

domingo, 26 de setembro de 2010

Gato por lebre, Aguilera por Gaga

A lógica é bem fácil e mais ou menos universal. Qualquer filmezinho de Sessão da Tarde feito atualmente é muito mais incrementado e estruturalmente elaborado que os longas do início do século XX. Só que os filmes de Sessão da Tarde não provocam impacto, enquanto que as primeiras incursões cinematográficas, embora mais simples, causavam o espanto total na época de seu lançamento. Com música é a mesma coisa. E, mais especificamente, com os videoclipes, a mesmíssima coisa. Se você estiver em coma desde 1981, acordar de repente hoje, e assistir ao mais novo clipe da Christina Aguilera, vai sofrer um colapso cultural visceral. Em outras palavras, vai cair da cadeira e não acreditar naquilo que está vendo.

Porém, você que vibrou com Bad Romance ano passado, achando incrível a revolução pop promovida por Lady Gaga (que já dividiu a cultura pop do século XXI em A.G e D.G – antes de Gaga e depois de Gaga), vai, certamente, ficar com a impressão de ter sido enganado ao dar uma espiada em Not Myself Tonight. É aquele tipo de coisa que se você abstrair todas as influências culturais que consumiu nos últimos anos, vai até achar um tanto digno. Mas, oi Aguilera? Depois da transformação promovida por Gaga na forma de construir videoclipes, fica difícil aceitar levar gato por lebre.

sábado, 25 de setembro de 2010

After the dance floor

Hit pop dançante é bom só naquele rola e esfrega na boate, certo? Talvez. Mas a verdade é que dá pra apreciar música assim em casa – e não necessariamente na companhia de sexo, drogas ou rock’n’roll. A lista a seguir recupera algumas canções que funcionam tanto no dance floor quanto no player do seu quarto.


10. Britney Spears – Toxic


Britney nunca foi o meu forte, mas essa canção que parece ter sido feita para servir de ringtone merece uma lembrança. A batida eletrônica representa bem o espírito de uma década, que significou o ápice de propagação da cultura pop e, por isso mesmo, acabou sendo um pouco tóxica e venenosa para todo mundo.

9. Rihanna (featuring Jay-Z) – Umbrella


Rihanna acabou se tornando outro ícone dessa tendência de padronização da cultura pop global. Umbrella é um pouquinho daqui, outro pouquinho dali... Mas a verdade é que a música grudou feito chiclete, ainda que o refrão “Ella, ella, ay ay ay / Under my umbrella” não seja nada mais do que uma expressão onomatopéica irresistivelmente repetitiva.

8. Katy Perry (featuring Snoop Dogg) – California Gurls


A grande novidade de Katy Perry é fazer escancaradamente o que uma geração de divas anteriores fazia meio que na surdina: declarar que o interesse mesmo delas é fazer sexo, explorar os sentidos erógenos e passear pelas zonas genitais masculinas (e femininas, por que não?) com intensidade e superficialidade quase equivalentes. Finalmente, a moça bem comportada assume que está doida pra ver o “peacock” dos rapazes.

7. Christina Aguilera, Lil' Kim, Mya, Pink – Lady Marmalade


Podem acusar a Christina Aguilera de fracassada e decadente (e ela realmente está), mas em seu auge a loira mostrava que tinha muito mais personalidade que qualquer Britney Spears ou platinadas da vez. Ao lado de outras cantoras de respeito (pelo menos na época), Xtina transformou a música do filme Moulin Rouge numa charmosa homenagem ao glamour de cabaré, sem se esquecer do pop que comanda as pistas.

6. The Pussycat Dolls (featuring Snoop Dogg) – Buttons


Se existiam dúvidas sobre a libertação da mulher na sociedade do século XXI, as Pussycat Dolls acabaram com todas. E não me venham com acusações de que a girl band contribui para a perpetuação da mulher como objeto sexual. Ledo engano, rapazes! Os objetos sexuais somos nós! O sexo feminino definitivamente ocupa a posição de sexo forte e faz piadinha dos antigos titulares...

5. Shakira (featuring Wyclef Jean) – Hips Don’t Lie


Atualmente a cantora latina mais ouvida em todo o mundo, Shakira mostrou que aquela garotinha desajeitada que fazia apresentações em programas de auditório da televisão colombiana (veja AQUI) ficou definitivamente num passado bem distante. Hips Don’t Lie é o ápice de uma artista que finalmente conseguiu equilibrar suas raízes com o melhor da música pop.

4. Lady Gaga – Just Dance


Lady Gaga nasceu assim. E Just Dance foi seu batizado. A canção registra todo o positivismo e a empolgação que marcam a obra da cantora, e, principalmente, revela ao mundo sua proposta ousada e absolutamente única. Para todos os problemas sem solução do mundo moderno, a resposta é uma só: “just dance, gonna be okay”. E dançar ao som de Gaga não tem comparação.

3. Nelly Furtado – Say it Right


Poucas cantoras fizeram uma “repaginação estética” como Nelly. Fatal e poderosa em Say it Right, ela praticamente se tornou o oposto da menina quase desajeitada de I'm Like A Bird. Provavelmente é a performance vocal mais sexy da década. E o arrepio se intensifica quando imaginamos Nelly cantando ao pé do ouvido.

2. Madonna – Hung Up


As canções de Madonna têm o poder de já nascerem clássicas. E é essa a impressão que fica após uma conferida mais cuidadosa em Hung Up. Além de toda a verve oitentista que a transformou no maior ícone pop de todos os tempos, a música também é capaz de atualizar o mito Madonna para as novas gerações. Retrô e contemporânea, dançante e relaxante, como só ela sabe fazer.


1. Lady Gaga – Bad Romance


Não é só a escolha mais óbvia, mas também a mais sensata. Bad Romance comandou as pistas em 2009 e 2010, mas nunca foi apenas “música de boate”. Toda a criatividade e irreverência de Lady Gaga fizeram a canção se tornar onipresente nas rádios, na internet, nos alto-falantes de lojas de departamento... Tornou-se o hino do amor nos tempos atuais – toda a fugacidade dos romances contemporâneos estava registrada em letra, melodia e muita cultura pop. O desespero de Gaga diante de seu “bad romance” foi rapidamente assimilado por todos que já passaram (ou que querem passar) por algo assim.